Compositor e violoncelista americano, professor da Escola de Música de Berklee, Eugene Friesen é conhecido por seu estilo inovador ao usar a voz e instrumento simultaneamente. Dotado de imaginação musical, o violoncelista dialoga com inteligência e sensibilidade com diversas influências musicais (musica clássica, música étnica e popular), sem que isso se reverta em clichês.
Aos 56 anos os quais 46 inteiramente dedicados à música, Eugene é um dos integrantes do famoso sexteto jazzístico, Paul Winter Consort - premiado em janeiro passado com seu 3º Grammy – e já conta com mais de 100 discos lançados, sendo cinco autorais.
O violoncelista já tocou ao lado da banda de metal progressiva, DreamTheater, e do incensado gaitista belga, Toots Thielemans.
Paixão à primeira vista. O primeiro contato de Eugene com a música brasileira aconteceu precisamente em 1977, quando esteve no país para um curso de seis semanas, em Natal. Após assistir a um concerto de Egberto Gismonti, Eugene decidiu que gostaria de dedicar-se a novas linguagens e à música popular. De lá pra cá, a pluralidade verde-amarela tem sido marcante na carreira do violoncelista.
Sua primeira incursão foi uma das mais belas interpretações de Bachianas n.5, de Villa-Lobos, seguido de clássicos de outro grande mestre, Tom Jobim.
Quando questionado sobre a música feita no Brasil, Eugene é categórico:
“Esta música é maravilhosa. Aqui existe uma mescla sofisticada de melodia e harmonia.”
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