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MART´NÁLIA EM ÁFRICA – AO VIVO
BISCOITO FINO LANÇA DVD E CD COM APRESENTAÇÃO DA CANTORA EM ANGOLA, DOCUMENTÁRIO E EXTRAS COM MUITAS PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS.
Em 2008, quando estava lançando o CD Madrugada, Mart´nália recebeu um convite para viajar para a África com sua banda e fazer shows em Luanda (Angola) e Maputo (Moçambique). Por que não levar uma equipe e registrar a façanha? Convidado para a direção geral do projeto, João Wainer e sua equipe foram junto. O grupo desembarcou em Maputo no dia 5 de novembro. Na noite anterior o afro-americano Barack Obama havia sido eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. A coincidência é lembrada no DVD, como também são lembradas as palavras de Martinho da Vila: “T’nália é a África”. Foi ele quem introduziu a filha no continente africano desde pequena. O trabalho, que recebeu o nome de Mart´nália em África ao vivo, rendeu um DVD e um CD, respectivamente o terceiro e o oitavo da carreira da cantora, lançados agora pela Biscoito Fino.
O DVD, com direção de João Wainer, apresenta o show gravado na Ilha de Luanda (a direção, roteiro e coordenação são de Marcia Alvarez) e começa com Cabide, composição de Ana Carolina que Mart´nália lançou e consagrou no CD Menino do Rio. No palco, a intérprete dá um show de dança, percussão e violão, acompanhada por Alfredo Doca Machado (violão), Fernando Caneca (guitarra), Pedro Moraez (contrabaixo e vocal), Thiago da Serrinha (cavaco, percussão e vocal), Macaco Branco (percussão), Junior Crispin (percussão) e Analimar Ventapane (vocal e percussão). O cantor africano Yuri da Cunha acompanha a cantora em duas músicas e numa dança ritmada. Mart´nália encerra o espetáculo saudando Luanda, Angola, Rio de Janeiro e a Vila Isabel, cantando Batucada final e Só sei que sou da Vila, de sua autoria.
Já o documentário, também com direção de Wainer, tem seu foco na relação entre Brasil e África. Mart’nália costura esse enredo a partir da sua própria experiência pessoal com o continente, por forte influência do pai. Há também depoimentos dos escritores Mia Couto e Manoel Rui, dos compositores Gilberto Gil e Chico Buarque, e da atriz Regina Casé. Tudo isso se desdobra em imagens da população no seu dia a dia: um casamento com madrinhas afinadíssimas nos vocais, um batismo nas praias de Maputo (Moçambique) e até um jogo de futebol no campo de terra em Quelimane (Moçambique).
Para completar essa celebração, um registro de uma Roda de Semba (como se diz em África) no quintal de casa, no Rio de Janeiro, que lembra África, Bahia, Rio, e leva todo mundo a querer dançar. Mart’nália reuniu sua banda, seu pai Martinho da Vila, as irmãs Analimar e Maíra Freitas, a sobrinha Dandara Black e os amigos Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Mayra Andrade - cantora de Cabo Verde radicada em Paris. É uma alegria ouvir e ver os improvisos, o samba no pé e os emocionantes depoimentos sobre a África dos artistas participantes da roda.
O CD tem 16 faixas das 19 do DVD, sete delas do disco Madrugada. Na influência africana, entra Kizomba festa da raça (Rodolfo de Souza/Luiz Carlos da Vila/Jonas) e a participação animada do artista Yuri da Cunha, que faz o especial no show cantando Muxima e Mudiakime com Mart’nália.
A versão de Mart´nália para a letra de Bob McFerrin, Don´t worry, be happy, e as palavras de Gilberto Gil encerram a festa africana: “Não há dúvida de que, no Brasil, a África é o fator civilizatório indispensável”. Cantando canções que escancaram brasilidade e amor às suas origens, Mart’nália é destas artistas que tornam o mundo pequeno, fazem as pessoas se reconhecerem e cantar juntas. Ninguém melhor do que ela para mostrar isso.
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